quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Desfechos

Durante todo esse ano, Atravessei todas as montanhas russas de sentimento existencial que surgiram pelas minhas suscetibilidades mesquinhas que me projetaram à uma crise de abstinência sem qualquer fundamento, sendo eu o principal artífice de minhas próprias derrocadas, pelo pensamento derrotista que carreguei tal qual uma verdade imutável dentro das minhas certezas.
Contudo, não posso considerar esse ano como perdido. Pelo contrário, pois, de toda sorte, consegui, inesperadamente, solidificar as diretrizes da minha vida, sendo que até certo tempo atrás, isso era um ato deveras improvável pela minha pífia concepção.
Também não me culpo pelas minhas mazelas, uma vez que minha principal lição foi entender que não se conquista virtude senão através do erro e de consequentes tentativas bem-sucedidas. Ao final de todos os desfechos, acredito que as coisas aconteceram como deveriam acontecer. Do contrário, hoje eu não estaria tão jubiloso e crédulo da minha satisfação plena. Evolui como tinha que evoluir, e as pessoas se encaixam na minha vida como deveriam se enciaxar, de tal maneira que minha conjuntura se torna tão perfeita quanto a um matemático que, pelo cálculo de todas as setenças e determinantes possíveis, descobre uma nova fórmula.
Para todos os efeitos, foi como se uma pesada nuvem de tribulações se precipitasse, dando agora no céu, um notório espaço ao Sol, que define os possíveis lugares que, agora aos meus olhos, são visíveis e gratificantes.
Não posso exigir qualquer regalia a mais, sendo que, sem necessidades, não me convém fazer rogativas, súplicas, ou petições (não a meu favor, pelo menos).
Mas sei também que "finais felizes" só são duradouros nas ficções da dramaturgia e da literatura romântica, porque na vida real, o que ainda impera para todos nós, viventes, é a vida de espiação e prova. Porém, nem diante dessa premissa temo os acontecimentos doravantes, por causa do fortalecimento diário de meu próprio esforço mental, e da convicção de que tenho pessoas ao meu lado que me estenderão a mão se por acaso eu me abalar.

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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Qual o Remédio???


Qualquer um diria ser uma doença, mas prefiro não encarar dessa forma. Se fosse nocivo, não me faria tão bem como nos últimos 8 meses. Contudo, confesso que ainda não pude dar um nome a isso, e sei menos ainda como sanar o problema alojado dentro do que seriam meus puros e sublimes pensamentos.
O dia rotineiro me atormenta, mostrando-me como sou incapaz de conseguir o que quero, como sou limitado, e qualquer talento que me desperte é logo bloqueado, deixando tudo sem solução. Embora eu não admita tais inconvenientes dentro do meu mundo, tenho que bastar-me ao conformismo na vida real, dando a exata sensação de pequenez para cada ato meu.
Não atoa venho a muito tentando responder o que pode me curar de mim mesmo. E o que mais me irrita é que encontro afirmações plausíveis a questionamentos tão complexos, e justo o mais importante ainda se faz pairar à minha volta como um infortúnio mal resolvido, e eu apenas reflito se tudo não passa de uma cisma, e sempre concluo que não.
Uma música, um amigo, um parente, um tilintar de moeda na expectativa do cara ou coroa podem me distrair, mas não por muito tempo. Logo volto a tentar o aspiro de um improvável retruque às minhas fraquezas.
Porém, dizem que a esperança é a última que morre. Nunca acreditei muito em ditados populares. Todavia quem está cego para um rumo, convém dar tiros para todos os lados.


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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Julgo dos Frívolos

Em virtude do poder e da glória
O homem vil banha-se de injustiça
Na vida de esbórnia, eis a história
Daqueles que acabam tal qual carniça

Aos que enganam, angariam apreço
A influência, passa despercebida
Dominados, vendem-se a pouco preço
 Às decisões deveras descabidas

As barbáries se tomam de alegria
Se enchem de afeição aos animalescos
O ambiente caótico se cria
E esconde-se apavorado o ar fresco

Na frivolidade colocam mérito
Oprimem e transformam os idôneos
Roem bem-aventurados pretéritos
Até que formam legiões de errôneos

Mergulham os levianos nas rosas
Envolvidos de implacáveis cegueiras
O júbilo de estradas enganosas
Fornece sombras de falsas figueiras

Após propagar a maledicência
Uma inteligência negra se pole
Vêem-se em um estado de excelência
E ri Satanás com gaita de fole

Numa luta de origem milenar
O mal sempre manteve-se feroz
E os corajosos que o vêm afrontar
Realçam suas asas de albatroz


Aos ditosos competem a esperança
Ao tirano, cabe ser eficaz
Na lágrima inocente da criança
Reflete-se a atitude do sagaz


Paisagens de assombrosa quietude
Iludem por seu esplendor mundano
Porém, o espectro que aos ímpios acude
Segue em frente ao seu passo mudo e insano...


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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Entre Altos e Baixos

Desde que o ano começou, seus meses foram, para mim, muito proveitosos, ainda que não o quanto eu gostaria que fossem. Se houve algum progresso? Com certeza que não, pois eu ainda estou só quitando o prejuízo das minhas atitudes de recente tempo atrás, e eu não acreditava ser tão difícil assim realizar este feito pequeno, porém complicado.
Deve-se isso ao fato de que embora eu tente fazer tudo certo, e esteja preparado para qualquer coisa, acabarei da mesma forma cometendo erros, uns mais bobos que os outros, sendo isso algo inevitável, pois faz parte de mim mesmo esse andar vacilante e errôneo. Mas o importante, é que acho estar pegando o jeito das coisas, e entendendo como algumas coisas da vida funcionam.
Meu estado de felicidade é tão instável quanto à saúde de alguém no leito de morte. Por muitas vezes, pensei já ter vencido metade dos meus problemas. Porém, em dias seguidos descobri, que ainda falta muito a se fazer, e se não seria perda de tempo seguir por esses caminhos.
À medida que o tempo se acaba para mim, vejo minhas tentativas fazerem efeitos minúsculos, e isso me preocupa. Contudo, estou apostando em uma forma de agir, para acelerar meu êxito em proporção ainda não sabida, e o que mais me aflige, é ter a consciência de que tudo é apenas uma hipótese, e por isso tem apenas chances de dar certo. Talvez nada do que eu tente seja realmente bom, se eu estiver fadado à minha sina lamentável, que me acompanha desde o início dos meus 16 anos e meio de vida.
Ao decorrer dessa desventura avassaladora, medos vieram e se foram, ideias surgiram e caíram, a esperança oscilou como um carro numa estrada esburacada, e eu continuo quase que o mesmo. Ainda é uma incerteza o quanto devo mudar e até mesmo se devo fazer isso.
Todos á minha voltam sempre esperam que eu faça alguma coisa. Alguns somente sabem me cobrar resultados, de causas das quais não estão nos meus propósitos. Outros tentam me ajudar, mas não sabem como, por um motivo muito simples: não há maneira alguma para tanto, ou seja, as pendências da minha vida que verdadeiramente importam, sou eu que, imprescindivelmente, irei tratar e quiçá, sair soberanamente delas, mas mesmo assim agradeço às mãos amigas que tentam me levantar após uma rasteira.
Daqui a algumas semanas, verei mais uma vez o quadro geral desse jogo ilusório, com sérias dúvidas em decidir quebrar suas regras, pois não farei aquilo que me seja lícito ou não, e sim dependendo de seu nível de nocividade. Não pretendo prejudicar a ninguém, com minhas ações, uma vez que prezo pela minha honestidade, e nem serei anti-ético, só me exigirei uma malícia maior diante de toda essa problemática em questão, ainda que mais uma vez eu esteja me arriscando a um fracasso irremediável.
Por hora, é tudo uma questão de ter fé, esperando que uma época gloriosa esteja por vir, mesmo que todos os meus sonhos até então tenham sido trucidados sem possibilidades de reação, afinal estou almejando por algo inédito, e que tem um sentido diferente de tudo o que alguém já possa ter visto. Vivo à essa maneira, e não sei dizer se é qualidade ou um defeito, mas gosto de me colocar a altos riscos, sem me importar com as consequências da eventual derrota, o que me faz ser notado ora com bom olhos, ora com os maus.

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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Sombra de Angústia

Já foi muito mais que uma simples sombra. Chegou a ser o escuro de um quarto sem janelas, nem lâmpadas, e nem ao menos uma humilde vela que lutasse contra a morbidez das trevas que predominavam. Uma angústia máxima e sem limites de tortura, me olhava a zombar da minha cara de sofrimento, incentivando as sensações de ordens mais inferiores dentro de mim mesmo, fazendo-me acreditar que tudo o que eu mais prezava naquela época, (e que continua sendo prioridade até hoje) era uma caso inevitavelmente perdido, e que eu carregaria a dor da suposta derrocada pelo resto de minha vida.
Mas foi com essa força cruel, cuja qual eu me tornara marionete há algum tempo atrás, que eu pude perceber e aprender a não dar valor aos sentimentos mesquinhos e egoístas do amor-próprio. Cada vez mais observo como posso me manter estruturalmente, sem alimentar as próprias fraquezas dessa minha estrutura com um martírio que não me era próprio.
E depois de várias lições vistas com a minha perversa mestra, tornei-me muito mais forte do que era. Dei um passo a frente de muitos no mundo inteiro que não sabem o que é amar de verdade. Quando alguém coloca outra pessoa acima de si mesmo,o amor se torna inabalável, pois a pessoa que ama, não se importa com os maltratos do acaso e nem na retração que seria sufocante se não houvesse preciosa consciência de que nunca se pode esperar nada em troca, e que ao invés disso, tudo o que se sente se completa ao lutar, ignorando as feridas na luta.
De repente, as trevas que eram plenas desapareceram quase que por completo, restando somente uma notável sombra. Porém, esta é a única em que eu não posso diretamente interfirir. Tudo o que me basta agora é torcer para que ela não acabe por engolir a iminente alegria que se instala no coração, trazendo uma paz que talvez seja momentânea.
Não posso dizer quando é que essa batalha contra a angústia vai terminar. Pois a cada dia ela tenta mudar de tamanho. Mas continuarei encarando-a de frente e livre de qualquer medo. Porque não temo em sucumbir, não atigindo a felicidade completa de minha alma. Mesmo que um dia eu tenha definitivamente fracssado, sempre acrediarei que tudo valeu a pena, porque nada pode destruir tudo o que mais me fortalece.

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terça-feira, 26 de abril de 2011

O Amargo Recheio de um Doce

E seu venenoso sabor de crueldade. Enfim, descobri o absurdo tempo perdido. O quanto precisei me torturar, tapando o sol com a peneira,  para no final das contas descobrir que tudo o que eu fiz nos últimos meses, era uma simples obra maquiavérica do engano que me manipulou (mais uma, aliás) .
Foi como se uma força me tivesse levado ao mais alto do céu, a me fazer sentir o ar puro e aconchegante, e depois me deixasse cair numa depressão espinhosa, para que ao tocar a superfície, eu fosse dizimado a restos mortais.
O doce, com sua casca atraente e de fina beleza, faz acreditar que ele por inteiro é um mar de rosas, e um deleite para todos que o saboreiem. Mas ao prová-lo, gera uma má e decepcionante surpresa. A frustração de não encontrar o que realmente se desejava encontar, dá a sensação da angústia, não só pelos meses simplesmente jogados fora, e sim também por perder a esperança em tudo e em todos (ou quase todos).
O espectro róseo e feliz que me envolvia, deu lugar a um fluido cinza e nocivo. Ao longo dos dias, talvez você me encontre mais azedo, mais rude, e até mais mal-educado. Isso tudo é culpa do fluido já mencionado.
Cada vez mais me sentirei como um corpo oco, isto é, sem absolutamente nada dentro que possa me fazer subir a um estado de graça novamente. Nem coisas boas, nem coisas ruins. Serei aquele que a tudo observa sem se emocionar, nem se indignar, nem se alegrar, e nem se entristecer. Serei como as árvores de uma vasta floresta, que nada sentem, mas percebem o viajante perdido às suas voltas e deliciam-se com seu desespero. 
A cada passo vacilante do fraco e do medroso, terei a oportunidade de derrubá-lo com apenas um sopro, porque em mim não existe mais a sensibilidade. Somente a rigidez, a força, a razão, e a sensatez.
Pela primeira vez na minha vida, não faço questão de me preocupar com as pessoas que vão ou não me seguir, apoiar, ou respeitar, ou até mesmo me amar. Sinto que despido de qualquer sentimento, eu possa lograr o êxito que ao menos garantirá a continuaidade progressiva do que eu venha me tornar.


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terça-feira, 12 de abril de 2011

...E Dias Tensos Continuam.

E eles me confundem. Afinal, chegará o dia em que eu terei paz de espírito? 
Neste momento, meus sentimentos e sensações se traduzem em dúvidas, insegurança, e fracasso, mas, principalmente, sinto muito medo.
Não sei mais no que devo acreditar. Quais devem ser meus pensamentos daqui pra frente? Será que mantenho os mesmos? Ou devo mudá-los? Em quem confiar? Será que posso continuar sendo o mesmo garoto? Ou terei que, drasticamente, mudar meu jeito de ser? Até quando eu vou conseguir aturar essa névoa de tormentas? Até que ponto posso insistir, em prol do que venho lutando, a fim de recuperar o encanto quebrado da minha vida?
Essa sequência de questionamentos vem devorando a minha mente, de modo que eu não consigo mais sintetizar tudo que se passa à minha volta. Para mim, tudo isso é tão contráditório!!
Do que eu tenho mais medo? Isso eu respondo: tenho medo de ser apunhalado pelas costas e, por causa disso, acabar no fundo do poço, no auge da decadência e do desprezo.
Ás vezes, ouço as pessoas dizerem certas coisas. Penso se estaria eu envolvido em tais palavras. Não chego à conclusão nenhuma. Porém, se não estou nesse contexto, estarei, pelo menos por hora, bem-aventurado. Caso contrário, a plenitude de minha segurança e sanidade estará comprometida.
Doravante, terei de ser cauteloso com as palavras e atitudes para superar os devaneios nocivos de minha tortuosa consciência, à medida que terei rapidamente, de romper com as milhares barreiras que me distanciam, da minha única fonte de júbilo, que se não alcançada a tempo, secará, levando consigo, a essência viva dos meus dias, transformando a minha vida num cenário incolor e de melancolias.
A areia segue constantemente escorrendo na ampulheta, meu prazo está esvaindo cada vez mais, sendo este, muito pequeno para que eu realize tudo o que me for lícito e necessário para a concretização da minha vitória sobre esses dias de luz e trevas.


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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Tarde Demais

Tarde demais pra tentar algo. Tarde demais pra chorar pelas coisas perdidas. Tarde demais pra querer fingir que nada aconteceu, e continuar sorrindo, como se não tivesse algo me pertubando.
Tarde demais para tentar resgatar o que era perfeito, pois, isso quebrou-se e mesmo que eu cole, as marcas de rachadura serão inevitáveis e permanentes. Tarde demais para desvenciliar-me de tudo isso. Tarde demais para disfarçar, e fazer de conta que isso não é uma tortura. Tarde demais para esqueçer o que passou, e reconstruir a fórmula da felicidade. Tarde demais para conformar-me com a minha condição. Tarde demais para salvar uma vida perdida.
Para mim, é sempre tarde demais. Mais uma vez, estou entregue à própria sorte, e como sempre, escravo do próprio destino, resistindo com uma força que não tenho, aos meus distúrbios que me corroem por dentro, para não desistir de tudo que venho buscando ultimamente.

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terça-feira, 29 de março de 2011

Culpa

Ninguém gosta de assumir a sua. Sempre tenta-se apontar os causadores da desgraça que o atormenta. Mas a verdade é que tudo que há de bom e de ruim na vida é simplesmente culpa dos atos do próprio dono dela. E confessar minhas atitudes condenáveis ao invés de defendê-las, é umas das poucas coisas que ainda tenho para orgulhar-me de mim mesmo.
Magoar uma pessoa a quem gostamos, não é só um erro, ainda que involuntário. É também um crime. É como querer perder um aliado de confiança, um amigo, e um tanto de alegria.
Hoje, perdi um dia, e sinto que perderei muitos outros se eu for colocar na balança da minha vida o q devo e o que não devo fazer nela.  Daqui pra frente, mudarei muitas coisas em mim. 
Um garoto que nada tem de especial, e que nenhum talento tem, quando encontra como escapatória a sua comicidade para não ser menancólico, depressivo, e ignorado, o resultado é só um: CATÁSTROFE.

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